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Cevital revê calendário de obras

17 AGO 2016
17 de Agosto de 2016

A primeira previsão da Cevital para instalar uma siderúrgica em Marabá no lugar do projeto Alpa, da Vale, era dezembro deste ano. Mas diante de várias barreiras burocráticas que precisam ser desfeitas, o cronograma divulgado em março deste ano, em Marabá, “furou” e agora a empresa prevê que as obras civis iniciem apenas em dezembro de 2017, isso se todas as burocracias forem resolvidas dentro de um cronograma montado juntamente com o governo do Estado.

Entre eles, estão a viabilização da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Marabá, no sudeste paraense, mais precisamente na região de Marabá; incentivos fiscais; licenciamentos ambientais e resolução judicial das áreas disponíveis para o empreendimento. Neste último caso, o emblemático Lote 11, que está mofando na Justiça há mais de seis anos. “Se avançarmos, como esperamos, até dezembro de 2017 nosso desejo é começarmos as obras civis”, afirmou há cinco dias Paulo Hegg, da Cevital.

Esses foram os principais pontos de pauta discutidos na reunião de trabalho que mobilizou representantes da empresa Cevital e do Governo do Pará, no último dia  10, na sede da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), em Belém, com a presença do titular da Secretaria, Adnam Demachki e equipe, bem como, do presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Estado (Codec), Olavo das Neves e do consultor jurídico do Estado do Pará, Caio de Azevedo Trindade.

Há meses, Governo e Cevital negociam a implantação da siderúrgica da empresa em Marabá. Cauteloso, Demachki avalia que cada passo é importante no processo e tem articulado o esforço coletivo do Estado como contrapartida ao interesse da Cevital em construir e gerir o funcionamento do empreendimento.

“O Estado tem mostrado ampla transparência nesse processo assumindo o que nos cabe. Neste momento, estamos nos comprometendo, mais uma vez, com as demandas que nos exigem tempo, energia, dinheiro e muito diálogo, entre nós da administração pública e até com outras esferas administrativas”, destacou Adnan.

Os executivos da Cevital, Paulo Hegg, que representa a companhia argelina no Brasil e Achur Iskounen, gerente Financeiro de Projetos do Grupo, já apresentaram o cronograma de etapas do empreendimento que tem previsão de implantação no terreno previsto para receber, anterioriormente, a siderúrgica Aços Laminados do Pará (Alpa), da Vale, que em acordo oficializado pelo Estado em junho passado, transferiu a área e as licenças já obtidas para a Cevital.

Também já houve a definição do fornecimento do minério de ferro e do transporte ferroviário do minério e do aço pela Vale em favor da Cevital, incluindo transferência de tecnologia, entre outros itens.

Ao final do encontro, foi fechado um Grupo de Trabalho para monitorar as iniciativas tomadas a respeito do projeto com reuniões regulares a cada quinze dias. Da Sedeme, também participaram, o secretário adjunto técnico, Eduardo Leão; e os diretores Alfredo Barros, (Núcleo de Concessões e Projetos Estratégicos); Marily Germano (Geologia, Mineração e Transformação Mineral); Sérgio Menezes (Indústria, Comércio e Serviços).

(Ulisses Pompeu com informações da Ascom/Sedeme)

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